
Oito mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva são cumpridos durante a Operação Krampus Narco, deflagrada nesta quinta-feira (29), pela Polícia Federal, Força Correcional Especial Integrada (Force/Coger/SSP-BA) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público da Bahia (Gaeco/MPBA). As ações são nas cidades de Salvador, Amélia Rodrigues, São Paulo, Guarujá e Santo André.
De acordo com a Polícia Federal, entre os mandados, foram cumpridos sete, sendo quatro em Salvador, um em Santo André-SP, um em Salto-SP e um em Guarujá-SP.
As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Salvador, que também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões e a suspensão das atividades econômicas de 13 empresas ligadas ao grupo.
A ação mira integrantes de uma associação criminosa de tráfico interestadual de cocaína e venda ilegal de armas de fogo de uso restrito, com atuação na Bahia, em Alagoas e em São Paulo.
A investigação atual é desdobramento da Operação Krampus, deflagrada em 2025, contra uma organização criminosa especializada em crimes contra instituições financeiras. Um dos investigados naquela operação também coordenava o transporte de drogas e a venda ilegal de armas.
O dinheiro circulava por contas bancárias de terceiros e por empresas de fachada, o que indica lavagem de capitais. A apuração prossegue para identificar outros envolvidos e aprofundar a investigação sobre a lavagem dos recursos obtidos com a atividade criminosa. g1



O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (29), que a condenação colegiada por lesão corporal contra a mulher é razão para inelegibilidade.
Por unanimidade, os ministros confirmaram a rejeição do registro de candidatura ao advogado João Francisco de Assis Neto, que queria se candidatar a deputado federal por Alagoas.
O registro de candidatura já havia sido negado, por maioria, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) em setembro, após representação do senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Os ministros entenderam que o crime pelo qual o advogado foi condenado – lesão corporal praticada contra mulher por razão da condição de sexo feminino – se enquadra no mesmo eixo legal do feminicídio, podendo ser equiparado a um crime contra a vida.
Pela Lei da Ficha Limpa, fica inelegível por oito anos, a contar da sentença, quem for condenado por órgão colegiado por crime contra a vida e a dignidade sexual.
Pelo entendimento unânime do TSE, a hipótese abarca as condenações por lesão corporal praticada contra a mulher em razão do gênero.
Segundo as informações do processo, João Neto foi condenado em duas instâncias pela Justiça de Alagoas em 2025.
Ele foi considerado culpado de ter empurrado sua esposa em casa, quando ela estava descalça sobre piso escorregadio, fazendo-a cair e bater o queixo no chão. A queda gerou uma ferida aberta e necessidade de intervenção cirúrgica.
O caso ainda não transitou em julgado, mas os ministros do TSE ressaltaram que a Lei da Ficha Limpa prevê apenas a condenação por órgão colegiado, no caso a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas, não sendo necessário o trânsito em julgado da condenação. Os recursos do advogado tramitam sem efeito suspensivo sobre a condenação.
O relator do caso no TSE, ministro Dias Toffoli, afirmou em seu voto que a Justiça Eleitoral não está inovando, mas apenas considerando o aspecto material da proteção dada pela lei à integridade física da mulher. “Não se trata de criar nova causa de inelegibilidade”, avaliou.
Ao final da votação, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, destacou o caráter inédito do julgamento e disse se tratar de “um momento histórico para o TSE”. Ele também sublinhou que a Justiça Eleitoral estaria apenas confirmando com a jurisprudência o que já está expresso na lei.
Além do próprio presidente, votaram com o relator os ministros Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, Ricardo de Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior e André Mendonça. g1



Um homem foi encontrado morto com mais de 40 disparos de arma de fogo e o corpo carbonizado na região da Volta da Cobra, zona rural de Itabuna. A vítima também apresentava indícios de tentativa de degola.
O homem foi identificado pela Polícia Civil como Marcos de Jesus Santos. Segundo as investigações, ele recebeu uma ligação e saiu de casa de motocicleta para encontrar alguém, mas não retornou.
No local do crime, a perícia recolheu mais de 40 cápsulas de munições dos calibres 9 milímetros e .40. Um celular queimado também foi encontrado próximo ao rosto da vítima.
A motocicleta não foi localizada. Familiares já prestaram depoimento, e a Delegacia de Homicídios trabalha para identificar os autores e esclarecer a motivação do assassinato. O corpo permanece no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna. Giro em Ipiau
















