
O soteropolitano Felipe Franco vive uma fase de ascensão no UFC (Ultimate Fighting Championship). Depois de estrear com derrota e se recuperar com uma vitória por nocaute técnico, acompanhada do bônus de Performance da Noite, o meio-pesado já se prepara para o terceiro compromisso na organização, marcado para 10 de outubro, contra o alemão Alexander Poppeck.
A relação de Felipe com as artes marciais começou ainda na infância, por influência do pai. Aos 10 anos, iniciou no judô e disputou sua primeira competição ainda na faixa cinza. Anos depois, encontrou no jiu-jitsu uma possibilidade de transformar o esporte em profissão. O MMA, inicialmente, não fazia parte dos planos, mas a mudança de equipe acabou colocando o lutador em contato com o boxe, o muay thai e outras áreas da modalidade.
“Minha pretensão nunca foi fazer MMA. Eu queria continuar competindo no jiu-jitsu. Só que a equipe para a qual fui depois era especializada em MMA”, contou. A estreia na modalidade aconteceu em 2022 e abriu caminho para uma trajetória que, três anos depois, o levaria ao UFC.
Antes de chegar à principal organização de MMA do mundo, Felipe precisou conciliar os treinos com trabalhos e outras formas de arrecadar dinheiro para continuar competindo. A primeira oportunidade de conquistar um contrato veio no Dana White's Contender Series, em setembro de 2025. O baiano, porém, foi derrotado naquela noite. Para ele, o resultado não encerrou o projeto.
“Foi muito triste para mim na época, mas não me deixei abalar. Eu sabia que tinha potencial e entendia que aquele simplesmente não era o meu dia. Eu tinha sofrido uma lesão grave e não consegui fazer toda a preparação da maneira que deveria. Não fui bem, mas bola para frente.”
A recuperação foi rápida. Felipe voltou a competir ainda em 2025 e conseguiu uma vitória por nocaute em apenas 30 segundos. Em fevereiro deste ano, venceu novamente, desta vez por finalização no primeiro round. A sequência manteve o atleta ativo até surgir uma oportunidade inesperada no UFC.
Chamado de última hora para substituir um lutador lesionado, Felipe precisou subir de categoria e enfrentar um peso-pesado em sua estreia. O resultado foi uma derrota por decisão dos jurados, mas a atuação diante de um adversário considerado próximo do topo da divisão deixou uma impressão positiva.
“Eu não consegui vencer, mas fiz uma luta muito boa. Ele não conseguiu me nocautear. Venceu porque foi mais inteligente e soube conduzir melhor a luta”, avaliou. “Mesmo com a derrota, recebi muitos elogios e a mídia começou a falar sobre mim. Eu fiquei de olho nesse moleque, começaram a dizer. Isso mostrou que eu tinha deixado uma boa impressão.”
Na segunda luta, já de volta ao meio-pesado, Felipe enfrentou o brasileiro Levi Rodrigues e conseguiu o resultado que buscava. O baiano venceu por nocaute técnico no segundo round e ainda foi premiado com o bônus de Performance da Noite.
“Quando casaram minha segunda luta, agora na minha categoria de origem, eu sabia que precisava muito daquela vitória. Coloquei na cabeça que minha história começaria a partir daquele momento e treinei incessantemente até a luta”, afirmou.
O resultado colocou Felipe em uma posição mais favorável dentro da organização, mas o lutador não teve um longo período de descanso. Segundo ele, duas semanas após a vitória, recebeu a confirmação do próximo compromisso e manteve a preparação.
“Eu já venho me preparando para a próxima luta. Como falei, depois da última vitória eu não tive férias. Na verdade, duas semanas depois já recebi o aviso de que teria mais um compromisso, então não dava para parar”, disse.
Agora, o objetivo é repetir o desempenho e continuar avançando na divisão. Contra Alexander Poppeck, Felipe busca a segunda vitória consecutiva, além de mirar novamente o bônus de Performance da Noite.
“Vamos buscar mais um bônus de Performance da Noite e uma vitória sólida sobre ele para continuar galgando os degraus mais altos dentro do UFC”, projetou.
A ascensão até o UFC representa, para Felipe, a concretização de uma ideia que surgiu ainda na infância, quando acompanhava as lutas pela televisão e tinha José Aldo como referência. O sonho, que por alguns anos pareceu distante e chegou a ser colocado em segundo plano, hoje ganha novos capítulos a cada combate.
“Eu lembro de estar conversando com meu pai no sofá de casa depois de assistir às lutas. Naquele momento, nasceu em mim essa vontade de, um dia, entrar no UFC e lutar MMA. Mesmo que, ao longo do tempo, eu não quisesse seguir esse caminho, a vida acabou acontecendo de uma forma que a gente não entende. No fim, o caminho tinha que ser esse.”
Para o próximo desafio, o lutador também reforça que o momento vivido no UFC é resultado de um trabalho coletivo. Ele cita os treinadores, empresário e companheiros de equipe como peças importantes na preparação diária, entre eles os também lutadores Malhadinho, Samuel Sanchez, Mário Piazzon e Felipe Silva.
“Eu não faço essa caminhada sozinho. Tenho o apoio de muitas pessoas, começando pelos meus mestres, pelo meu empresário e pelos meus amigos de treino, que são fundamentais no dia a dia”, destacou.
Aos poucos, Felipe Franco transforma a oportunidade conquistada após anos de preparação em uma sequência dentro do UFC. Depois da derrota na estreia e da resposta imediata com uma vitória e um bônus, o terceiro combate aparece como mais uma oportunidade de consolidar seu espaço entre os principais nomes da divisão. BN


A ex-modelo Vivi Brunieri, conhecida nacionalmente como uma das “Ronaldinhas”, fez revelações sobre os bastidores dos concursos que movimentaram o É o Tchan no auge do grupo.
Em entrevista ao programa Sensacional, da RedeTV!, Vivi afirmou que candidatas que disputavam vagas de Loira e Morena do Tchan teriam que passar pelo chamado “teste do sofá”.
Durante a conversa, Vivi foi questionada sobre a suposta prática envolvendo um empresário ligado ao grupo, com quem ela manteve um relacionamento. Ao ser perguntada se existia “teste do sofá”, a ex-modelo respondeu: “Com ele, da cama, né?”, e continuou relatando sua versão sobre o que acontecia naquele período.
Segundo Vivi, o empresário tinha forte influência nos bastidores e se envolvia com mulheres que buscavam espaço no meio artístico. A ex-Ronaldinha também falou sobre o relacionamento conturbado que manteve com ele e episódios de traição.
A história aconteceu em uma época em que o É o Tchan vivia o auge da popularidade no Brasil e os concursos para escolher novas dançarinas ganhavam enorme repercussão nacional. As seleções eram exibidas na televisão e atraíam mulheres interessadas em integrar o grupo.
O termo “teste do sofá” é popularmente utilizado para se referir a situações em que oportunidades profissionais seriam condicionadas a relações ou favores sexuais.
As declarações sobre o que teria ocorrido nos bastidores são de responsabilidade de Vivi Brunieri. Até o momento, não há comprovação pública de que o chamado “teste do sofá” tenha sido uma etapa dos concursos promovidos para escolher dançarinas do É o Tchan. Alô Juca


O lateral-esquerdo do Athletico Paranaense, Léo Derik, foi condenado nesta sexta-feira (14) pela Justiça do Paraná a 13 anos de prisão por dois crimes de estupro cometidos contra a ex-companheira.
A decisão, proferida pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba, estabeleceu duas penas de seis anos e seis meses de reclusão, totalizando 13 anos. Além da pena de prisão, o jogador de 21 anos também foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização à vítima.
Atualmente no elenco profissional do Furacão, Léo Derik participou de 24 partidas pelo clube na atual temporada. A decisão é de primeira instância, portanto, a defesa do atleta ainda pode apresentar recursos. O processo tramita sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes específicos sobre os fatos.
O Athletico Paranaense informou que tem conhecimento da decisão, mas não vai comentar o conteúdo do processo por não ser parte da ação. O clube afirmou que vai acompanhar o andamento do caso e respeitar as garantias legais e o direito ao contraditório até uma eventual decisão definitiva. g1



















