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Foto: Guarda Municipal
Foto: Guarda Municipal

O final de semana é de intensa movimentação no município de Maracás, na Bahia. Candidatos de diversas localidades comparecem aos locais de aplicação para realizar as provas do concurso público para os cargos de Guarda Civil Municipal (GCM) e Auditor Fiscal.


Ao todo, o certame registra mais de 1.000 inscritos, movimentando o processo seletivo organizado pela banca IPGE.


O grande destaque do concurso é o cargo de Guarda Civil Municipal, que dispara na preferência dos candidatos.


Das inscrições homologadas, 960 são destinadas exclusivamente para a GCM. Com uma oferta de 10 vagas imediatas, a disputa atinge a impressionante marca de 96 candidatos por vaga.


Em contrapartida, os concorrentes ao cargo de Auditor Fiscal (nível superior, com salário de R$ 5.000,00) completam o quadro de exames do final de semana.


A concorrência acirrada que se vê em Maracás não é um fato isolado. Ela reflete um fenômeno que ganha força em todo o Brasil: a valorização e o crescimento da carreira de Guarda Civil Municipal.


Atualmente, as guardas deixam de ter um papel meramente patrimonial e se consolidam como peças fundamentais na segurança pública local.


Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhecem as GCMs como integrantes operacionais da segurança pública, somadas aos investimentos em armamento, treinamento e planos de carreira, transformam a profissão em um dos alvos mais cobiçados por quem busca estabilidade e vocação policial.


Enquanto os candidatos enfrentam as questões neste momento, a expectativa logo após o encerramento se volta para a divulgação dos gabaritos preliminares. Para quem disputa o cargo de Guarda Civil Municipal, a jornada está apenas começando: além da prova escrita deste final de semana, o edital prevê etapas eliminatórias rigorosas, como o Teste de Aptidão Física (TAF), avaliação psicológica e o curso de formação. Todas as publicações oficiais, cronogramas e resultados são atualizados diretamente no portal oficial da organizadora, o Instituto de Pesquisas, Governança e Engenharia (IPGE).


 
 
Foto: Redes Sociais
Foto: Redes Sociais

Um homem de 27 anos foi morto a tiros na noite de domingo (26), dentro de um bar localizado na Rua Andaraí, no bairro Jardim Cruzeiro, em Feira de Santana.

A vítima foi identificada como Alan Wesley Ferreira Santos. Segundo informações apuradas pelo Acorda Cidade, Alan estava no estabelecimento acompanhado de outras pessoas quando um Ford Ka Sedan branco chegou ao local com três homens encapuzados.


Conforme relatos, um dos suspeitos desceu do veículo já efetuando disparos contra a vítima. Alan foi atingido por diversos tiros e morreu ainda no interior do bar.


Durante a perícia, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) constatou que a vítima apresentava cerca de sete perfurações provocadas por disparos de arma de fogo calibre 9 milímetros, que atingiram principalmente o peito e as costas. No local também foram encontradas diversas cápsulas deflagradas e um projétil intacto.


Ainda segundo a Polícia Civil, familiares informaram que Alan trabalhava com apostas esportivas, não era usuário de drogas, não havia relatado ameaças e não possuía, até onde se sabe, ligação com organizações criminosas.


A autoria e a motivação do crime estão sendo investigadas pela Delegacia de Homicídios de Feira de Santana. O levantamento cadavérico foi presidido pelo delegado Gustavo Coutinho.

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade


 
 
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A redução das verbas para investimento e os constantes cortes do Orçamento do governo federal para o BC (Banco Central) têm adiado projetos de atualização tecnológica e inovações do Pix, sistema de pagamentos instantâneos por onde passam cerca de R$ 3 trilhões em transações por mês. 


Servidores e especialistas ouvidos pela Folha afirmam que a limitação de recursos dificulta o fortalecimento da complexa infraestrutura do Pix e traz alto risco operacional, além de representar uma ameaça para a segurança contra ataques de hackers. 


Procurado desde a sexta-feira (24), o ministério do Planejamento não respondeu ao pedido de informações da reportagem. Já o BC afirmou que seus sistemas são projetados com altos padrões de segurança e solidez. "O aprimoramento dos mecanismos de segurança do Pix é uma das ações permanentes da agenda do BC", disse a autoridade. 


Um episódio recente ilustra a instabilidade orçamentária do Pix. Em junho, após o corte de R$ 92 milhões no orçamento do BC feito pelo governo Lula, a renovação de um conjunto de contratos de serviços de tecnologia que sustentam o funcionamento do sistema de pagamentos, usado por 80% da população, ficou em risco. 


O congelamento ocorreu mesmo depois de a autarquia ter feito um alerta de que precisaria de mais R$ 30 milhões em relação à dotação aprovada pelo Congresso. Diante do risco do cancelamento de contratos, o governo federal fez, sem alarde, uma operação de emergência e liberou R$ 45 milhões por meio de crédito suplementar orçamentário. 


Até o momento, porém, não houve a liberação do bloqueio de recursos feito em maio, e a necessidade é hoje de R$ 75 milhões para evitar corte de investimentos.

 

O orçamento geral do BC para despesas discricionárias neste ano, que inclui a verba para o Pix, está em R$ 444 milhões, segundo a posição de julho. Técnicos ouvidos pela Folha alertam que valores inferiores a R$ 500 milhões elevam significativamente o risco de falhas do sistema. 


A expectativa é que, com o desbloqueio geral de R$ 5,7 bilhões nas despesas do Orçamento deste ano, anunciado na sexta (24), o BC receba um alívio financeiro. 


Um integrante da equipe econômica do governo disse à reportagem que o BC será beneficiado pela liberação dos recursos e que o problema orçamentário da autarquia para o Pix será resolvido no PLOA (Projeto de Lei Orçamentário) de 2027, a ser enviado no final de agosto ao Congresso. 


A ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, em entrevista recente à Folha disse que não faltarão recursos para o Pix. 


Galípolo já falou publicamente sobre a falta de recursos e de pessoal e sobre os riscos para a fiscalização do BC, ao defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autonomia financeira. Em carta, servidores do BC disseram em junho que a PEC é necessária para preservar e fortalecer o Pix. 


O governo Lula é contra a PEC, que aguarda para ser votada em agosto pelo Senado. 

O ano de 2024, quando o BC teve de adiar muitos investimentos previstos para o Pix, foi especialmente complicado, segundo relatos feitos à Folha.


Para 2026, está prevista uma ampliação do data center e a compra de máquinas de armazenamento de dados, que, na configuração atual, estão chegando no limite da capacidade, trazendo riscos para a recuperação dos dados em caso de parada do sistema. 


RISCO DE ATAQUES HACKERS 


O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos recebeu atenção do FMI (Fundo Monetário Internacional), que defende a autonomia financeira do BC. 


Em relatório publicado na quinta-feira (23), o fundo elogiou o Pix por acelerar a inclusão financeira, mas recomendou que a supervisão do sistema seja fortalecida para evitar ataques cibernéticos e fraudes. O fundo também sugere que o gerenciamento de risco do Pix e a supervisão englobem as maiores instituições financeiras e os provedores de serviços. 


A segurança cibernética virou prioridade após o ataque registrado em junho de 2025 contra a C&M Software, conectada ao Sistema de Pagamentos Instantâneos do BC,, a base tecnológica e a infraestrutura que processa o Pix. Os hackers desviaram cerca de R$ 1 bilhão. 


Embora o sistema do BC que roda o Pix nunca tenha sido invadido pelos hackers, o episódio do ano passado marcou o orgão regulador e todo o setor bancário brasileiro.

 

Segundo pessoas que acompanham o assunto, o abalo com a invasão foi tão forte dentro do BC que recentemente, quando cinco novos servidores aprovados em concurso chegaram para integrar a equipe do Pix, representantes do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), responsável pelo SPI, trataram de contar no primeiro dia de trabalho os dois marcos fundamentais para o sistema. 


O primeiro é a criação do Sistema de Pagamento

s Brasileiro em 2001, e o segundo, o ataque hacker do ano passado. 


Pela importância do Pix nos pagamentos, poucos no BC e no sistema financeiro falam publicamente sobre os riscos de falhas paralisarem o sistema ou da possibilidade de novas invasões. 


Nos bastidores, porém, vários representantes do setor bancário e especialistas relembram o apagão de energia que ocorreu durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que levou ao racionamento de energia, de junho de 2001 a março de 2002. A falta de investimentos no sistema elétrico colaborou para o apagão. 


O vice-presidente da Associação Nacional dos Auditores do BC, Guilherme Solino, diz que o sistema central do Pix não está livre de uma invasão por hackers com a precarização da infraestrutura. 


"Não precisa acontecer um ataque no sistema para virar um problema. Hoje, a gente já está em estado de alerta e estamos trabalhando com os recursos disponíveis cada vez mais escassos e falta de servidores", diz Solino, que trabalha no departamento de sistema de pagamentos. 


Após os ataques hackers, as instituições financeiras também estão reforçando os sistemas de proteção e apoiado o BC para que o orçamento da autarquia reforçado. De acordo com um executivo de um grande banco brasileiro, a prioridade neste momento é a segurança cibernética e fiscalização para evitar invasão de hackers e fraudes. 


Para Ivo Mósca, diretor de produtos, serviços e segurança da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a restrição orçamentária e a redução da capacidade de servidores têm prejudicado a evolução do Pix. "Dá para a gente lembrar que o BC já teve ambições em termos de agenda e evolução do Pix com uma velocidade muito maior do que ela vem acontecendo." Agência Brasil


 
 
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