
📢 Atenção, agricultores!
A Prefeitura Municipal de Iramaia informa que está aberta a Chamada Pública nº 01/2026, destinada à aquisição de gêneros alimentícios da Agricultura Familiar e do Empreendedor Familiar Rural para a alimentação escolar dos alunos da rede municipal de ensino, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
📅 Período de recebimento da documentação para habilitação e do Projeto de Venda:
🗓 12 a 31 de março de 2026
⏰ Das 08h às 12h e das 14h às 17h
📍 Local: Setor de Licitações da Prefeitura Municipal de Iramaia – BA
O edital completo está disponível no site oficial da Prefeitura (www.gov.br/pncp/pt-br) e no Portal Nacional de Compras Públicas (www.gov.br/pncp/pt-br).
👉 Agricultores familiares, participem! Essa é uma oportunidade de fortalecer a agricultura local e contribuir com a alimentação dos nossos estudantes. 🌽🥕📚
Prefeitura Municipal de Iramaia - Construindo uma nova história!

- Vandinho
- há 2 horas

Uma empresa do vice-presidente do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e da gestora de recursos Reag, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão vinculado ao Banco Central.
Os recursos foram repassados ao ex-prefeito de Salvador logo após as eleições de 2022, entre março de 2023 e maio de 2024. Procurado, ACM Neto confirma que recebeu os pagamentos e diz que os valores são referentes a serviços de consultoria.
A empresa A&M Consultoria Ltda., da qual o vice-presidente do União Brasil é sócio ao lado de sua mulher, foi constituída em 28 de dezembro de 2022 e tem capital social de R$ 2 mil.
Segundo dados da Receita Federal, a empresa tem como atividade principal prestar serviços “de consultoria em gestão empresarial” e como atividade secundária uma atuação “de apoio à educação”.
De acordo com dados do Coaf, de junho de 2023 a maio de 2024, a empresa de ACM Neto recebeu R$ 1,55 milhão em 11 repasses da Reag e R$ 1,34 milhão em nove repasses do Master, totalizando R$ 2,89 milhões.
Nesse mesmo período, ACM recebeu da sua própria empresa R$ 4,2 milhões em 14 repasses. Antes disso, em março de 2023 e junho de 2023, a A&M recebeu R$ 422,325 mil do Master e R$ 281,55 mil da Reag.
“Identificamos que, no período analisado, a empresa movimentou recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”, diz o relatório do Coaf, órgão de inteligência que atua na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro.
Procurado por telefone, ACM Neto afirmou que falaria apenas por meio de nota redigida com seu advogado.
Em texto enviado ao GLOBO, o ex-prefeito de Salvador disse que, quando já não exercia qualquer cargo público, constituiu a empresa e, a partir de então, prestou serviços a alguns clientes, dentre eles o Banco Master e a Reag.
"Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes", afirmou o ex-prefeito de Salvador.
ACM Neto frisou, ainda, que "no período do contrato, existia nada que desabonasse as empresas citadas, sendo ambas atuantes em segmento empresarial rigidamente regulado".
"Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação.
Os honorários recebidos, os rendimentos declarados e os dividendos distribuídos são inteiramente compatíveis e congruentes, uma vez que, no mesmo período, foram prestados serviços de consultoria também a outros clientes. Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados", afirmou.
O ex-prefeito pontuou, ainda, que está "totalmente seguro em relação a estes fatos, haja vista não existir nada de errado".
Outros contratos
Além de ACM Neto, o Master contratou um rede de consultores e advogados para atuar no mundo político e jurídico a favor do banco. O colunista Lauro Jardim, do GLOBO, revelou no ano passado que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega também foi contratado como consultor do Master.
O ex-chefe da equipe econômica conseguiu um encontro de Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atuou pela aprovação da operação de venda do banco ao BRB, instituição pública do Distrito Federal.
O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski também prestou consultoria ao Master por indicação do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
O escritório do ex-magistrado passou a prestar serviços ao banco logo após ele e aposentar do STF, em 2023. O contrato previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e rendeu ao ex-ministro e ao seu filho R$ 6,5 milhões entre agosto de 2023 e agosto de 2025.
O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF, também foi contratado para auxiliar o Master em Brasília, conforme revelou a colunista Malu Gaspar. O acordo previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos e foi encerrado após Vorcaro ser preso e o seu banco liquidado.
O Banco Master se tornou alvo de investigações da PF após a descoberta de um esquema bilionário de fraude no sistema financeiro, com emissão de títulos de crédito sem lastro e realização de operações irregulares que podem chegar R$ 12 bilhões. O Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025.
Na semana passada, Vorcaro foi preso pela segunda vez por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo decisão do magistrado, o banqueiro mantinha um “braço armado” para intimidar adversários", com uso de “coação por meio de sua milícia". O Globo


O WhatsApp vai disponibilizar a opção de contas gerenciadas pelos pais e responsáveis para que possam controlar as conversas de menores de 13 anos. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (11) e o recurso estará disponível nos próximos meses.
O ECA Digital determina que plataformas online adotem, por padrão, níveis elevados de proteção para crianças e adolescentes. Pela lei, no entanto, o aplicativo deveria oferecer configurações mais restritivas automaticamente para esse público. No caso das contas gerenciadas, elas são opcionais.
O WhatsApp afirma, no entanto, que esse novo controle não tem a ver com o ECA. A empresa diz que tem trabalhado em um novo tipo de conta para pré-adolescentes há quase dois anos, com base no feedback que recebeu de pais e especialistas ao redor do mundo. E o recurso será lançado globalmente.
Segundo a empresa, para ter acesso à ferramenta, os pais precisarão do próprio telefone e do filho para vincular as contas. Depois de configurada, a conta será controlada pelos pais, que poderão decidir quem pode entrar em contato e de quais grupos o filho poderá participar.
Os pais não terão acesso ao conteúdo das mensagens que os filhos recebem ou enviam, mas vão ser notificados, por exemplo, quando receber algo de um número que não está salvo em seus contatos.
Caso a criança queira enviar mensagem para um novo contato, ela deverá adicionar a pessoa aos contatos, o que enviará um alerta para o pai, mãe ou responsável.
Os pais também vão ser informados quando os filhos receberem convite para entrar em um grupo. Somente a partir da autorização dos responsáveis, eles vão podem fazer parte do grupo. Quando novos contatos forem adicionados ao grupo, os pais também serão notificados.
Nessa configuração, os adolescentes também não terão mais a opção de receber ou enviar mensagens de visualização única.
A empresa disse que o recurso de controle foi criado a partir de uma demanda dos próprios pais, que relataram a necessidade de adaptações no aplicativo para o uso de menores de 13 anos.
Os novos controles e configurações parentais são protegidos por um PIN no dispositivo gerenciado. Somente os pais podem acessar e alterar as configurações de privacidade, garantindo que eles tenham o poder de personalizar a experiência de sua família.
O anúncio da nova ferramenta para o WhatsApp vai ao encontro do que outras redes sociais têm adotado após serem alvo de uma onda de processos judiciais e críticas da comunidade científica de terem criado um ambiente virtual potencialmente danoso para a saúde mental de jovens.
Em fevereiro do ano passado, por exemplo, o Instagram passou a reconfigurar automaticamente as contas de adolescentes no Brasil e em outros países da América Latina. Os perfis dos usuários com menos de 18 anos passaram a ter uma série de restrições, as quais só poderão ser retiradas com a autorização dos pais.
Thiago Tavares, presidente da Safernet Brasil, diz que a introdução de algum tipo de ferramenta de controle no WhatsApp é um avanço ainda mais tendo em vista que esta é a plataforma mais usada pelos brasileiros.
"Sem sombra de dúvida é um avanço, já que 97% da população conectada à internet usa o WhatsApp e não havia nenhum tipo de controle parental até agora. Obviamente, não é uma ferramenta perfeita, mas é uma camada adicional de segurança."
Para ele, a mudança faz com que o WhatsApp se torne mais seguro para crianças do que seus concorrentes, como Telegram, Signal e Discord, onde não há esse tipo de ferramenta de controle.
Tavares, no entanto, destaca que a efetividade da ferramenta depende de um passo anterior: a verificação etária.
Já o psicólogo social e especialista em educação digital do Instituto Alana Rodrigo Nejm afirma que a criação de novas ferramentas ainda está longe de resolver o problema. "Essas ferramentas colocam uma nova camada [de proteção], mas o ponto principal é a idade mínima. Na própria loja dos aplicativos há uma idade mínima recomendada de 12 anos, e a classificação indicativa não é à toa", diz.
Segundo o ECA Digital, a partir do próximo dia 17 de março, as plataformas digitais passam a ser obrigadas a aferir a idade de seus usuários. As empresas, no entanto, defendem que a medida é complexa e precisam de mais tempo.
"É um esforço que não é trivial, os órgãos de controle reconhecem a complexidade. Só que, sem a verificação etária, não é possível colocar em prática as ferramentas de controle e proteção que estão previstas no ECA Digital. Por isso, precisamos desse esforço para que os usuários tenham sua idade conferida", destaca Tavares.
Para ele, apenas as ferramentas de controle não são suficiente para tornar o ambiente digital seguro. Segundo ele, o foco excessivo nessas ferramentas jogam nos pais uma responsabilidade que deveria ser das big techs: a maior regulação nas plataformas. "O ambiente digital continua doente. Não adianta apenas criar um cercadinho para as crianças e achar que elas estão protegidas. As empresas precisam investir mais na moderação de conteúdo."
Nejm concorda e destaca que ainda há dúvidas sobre o tipo de conteúdo que continuará circulando entre menores, mesmo com contas gerenciadas. Os conteúdos impróprios muitas vezes não chegam por estranhos, mas por outras crianças, "o que mostra que estamos longe de ter ferramentas realmente adequadas", afirma. Ele também aponta que algumas funções exigem autorização dos responsáveis, enquanto outras apenas enviam notificações, o que pode gerar sobrecarga e dificultar o acompanhamento pelas famílias.
O especialista do Instituto Alana também rebate críticas de que esse tipo de recurso representaria vigilância excessiva. "O ECA digital veda a vigilância massiva, não é disso que se trata", afirma. Folhapress



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