
Um princípio de incêndio foi registrado na madrugada desta quarta-feira (29) na agência do Bradesco, em Maracás. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou a situação rapidamente.
De acordo com as informações apuradas, o incidente teve início em um aparelho de ar-condicionado localizado na área atrás dos caixas eletrônicos. O equipamento apresentou aquecimento, provocando o foco de incêndio.
Como o ambiente é isolado dos demais setores da agência, as chamas ficaram restritas ao local e não se espalharam para outras dependências do prédio. O fogo foi controlado sem maiores danos e não houve registro de feridos. Blog Vandinho Maracás

- Vandinho
- há 10 horas

Pelo menos 24 pessoas morreram afogadas nesta quinta-feira(30) ao tentar chegar a Ceuta a nado, partindo do Marrocos. Seis corpos foram retirados do mar na manhã desta sexta-feira(31), segundo fontes policiais espanholas citadas pela agência EFE.
A nova crise migratória levou milhares de pessoas às fronteiras terrestre e marítima entre o território marroquino e o enclave espanhol localizado no Norte da África.
Estimativas preliminares da polícia apontam que cerca de 49 mil migrantes podem ter conseguido entrar em Ceuta desde quinta-feira, embora o governo espanhol ainda não tenha divulgado um balanço oficial.
O número representa mais da metade da população da cidade, onde vivem aproximadamente 83 mil pessoas. A movimentação se intensificou a partir do meio-dia de quinta-feira e superou amplamente a crise registrada em 2021, quando cerca de 10 mil migrantes entraram no território em 48 horas.
Após a chegada em massa, centenas ou até milhares de pessoas começaram a retornar ao Marrocos nesta sexta-feira.
Imagens exibidas por emissoras espanholas mostraram grupos atravessando novamente a praia em direção ao território marroquino, enquanto um número menor ainda tentava alcançar Ceuta pelo mar.
Na cidade marroquina de Fnideq, próxima à fronteira, jornalistas relataram confrontos violentos entre forças de segurança e centenas de pessoas que tentavam passar para o lado espanhol.
Diante da crise, o governo da Espanha enviou militares para apoiar a Guarda Civil e reforçou o efetivo policial responsável pela segurança de Ceuta. O primeiro-ministro Pedro Sánchez e o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, viajaram ao enclave nesta sexta-feira para acompanhar a operação.
Sánchez classificou a entrada em massa como uma violação da integridade territorial espanhola e afirmou que o governo utilizará todos os mecanismos disponíveis para proteger a cidade e seus moradores.
“O que aconteceu ontem foi um ataque, uma violação da integridade territorial da Espanha”, declarou.
O premiê também dirigiu uma mensagem à população de Ceuta e reconheceu o impacto emocional provocado pela crise.
“A Espanha está ao seu lado. Compreendemos plenamente o sofrimento emocional e o estado de ansiedade que vocês têm vivido nas últimas horas”, afirmou.
Segundo Sánchez, o episódio interrompe uma tendência de queda de 37% nos fluxos migratórios irregulares registrada neste ano.
As autoridades marroquinas reforçaram os controles para reduzir a pressão sobre a fronteira. Os governos dos dois países afirmaram que mantêm cooperação durante a crise e atribuíram a mobilização a redes de tráfico de pessoas.
O Ministério do Interior da Espanha declarou que grupos criminosos teriam usado uma recente decisão do Supremo Tribunal espanhol para estimular a tentativa de entrada, principalmente entre jovens sem documentos.
A sentença determinou que pessoas que chegam ao país pelo mar de forma irregular não podem ser devolvidas imediatamente a outro Estado. A entrega direta às autoridades estrangeiras continuaria válida apenas para quem atravessasse estruturas físicas de contenção, como cercas fronteiriças.
Partidos espanhóis de direita e extrema direita responsabilizaram o governo de Sánchez pela crise e relacionaram o episódio ao processo extraordinário de regularização de estrangeiros em andamento no país. O Executivo rejeitou a acusação e afirmou que a medida atende apenas pessoas que já residem e trabalham na Espanha. Noticias ao Minuto


O futebol mundial perdeu nesta sexta-feira (31) um dos maiores defensores de sua história. Franco Baresi, ídolo eterno do Milan e campeão da Copa do Mundo de 1982 com a seleção italiana, morreu aos 66 anos.
A notícia foi confirmada pelo clube italiano, que lamentou a morte através de um comunicado oficial.
Dono de uma carreira rara no futebol moderno, Baresi vestiu apenas a camisa do Milan como profissional. Foram 20 temporadas consecutivas no clube, entre 1977 e 1997, período em que disputou 719 partidas oficiais, conquistou seis Campeonatos Italianos, três Copas dos Campeões da Europa, dois Mundiais Interclubes e diversos outros títulos.
O reconhecimento foi tamanho que, após sua aposentadoria, o Milan decidiu aposentar a camisa número 6, usada pelo capitão durante grande parte da carreira.
Pela seleção italiana, Baresi participou de três Copas do Mundo. Ainda jovem, integrou o elenco campeão de 1982, na Espanha, e, doze anos depois, foi o capitão da Azzurra na campanha que terminou com o vice-campeonato nos Estados Unidos.
Mesmo após passar por uma cirurgia no joelho durante aquele Mundial, retornou para disputar a decisão contra o Brasil e atuou durante os 120 minutos da final, marcada pela vitória brasileira nos pênaltis.
Nos últimos meses, o ex-zagueiro enfrentava problemas de saúde. Em 2025, ele passou por uma cirurgia para retirada de um nódulo pulmonar e iniciou tratamento complementar com imunoterapia.
O Milan havia informado, na época, que a recuperação ocorria sem complicações. A causa da morte, porém, não foi divulgada oficialmente.
Para o torcedor brasileiro, Franco Baresi será lembrado por alguns dos confrontos mais emblemáticos entre Brasil e Itália em Copas do Mundo. O mais marcante deles aconteceu na decisão do Mundial de 1994, nos Estados Unidos.
Capitão da Azzurra, o zagueiro retornou de forma surpreendente após uma lesão no joelho sofrida ainda na fase de grupos e liderou a defesa italiana na final disputada em Pasadena.
Mesmo sem estar nas melhores condições físicas, Baresi fez uma atuação considerada uma das melhores de sua carreira, anulando boa parte das investidas brasileiras durante os 120 minutos.
Nos pênaltis, porém, viveu um dos momentos mais dolorosos da trajetória: cobrou a primeira penalidade da Itália por cima do travessão. Pouco depois, Roberto Baggio também desperdiçou sua cobrança, e o Brasil conquistou o tetracampeonato mundial.
Quatro anos antes, na Copa de 1990, na Itália, Baresi também esteve em campo na vitória italiana por 1 a 0 sobre a Seleção Brasileira, nas oitavas de final, partida decidida pelo gol de Roberto Donadoni após assistência de Roberto Baggio.
Ao longo da carreira, o italiano construiu uma rivalidade respeitosa com o futebol brasileiro e enfrentou nomes como Careca, Bebeto, Romário e Ronaldo.
VEJA ABAIXO A NOTA DE PESAR DO MILAN:
"Anunciar a perda de alguém que representava a alma e o coração do Milan é algo extremamente difícil. Mas todos no clube e todos os milanistas precisam honrar a memória de Franco Baresi. Precisamos ser fortes e encontrar forças mesmo neste momento de profunda tristeza. Perdemos Franco apenas alguns meses depois de sua última aparição pública, diante de um San Siro lotado, na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno de Milão, um evento de alcance mundial que ele ajudou a tornar inesquecível.
Em memória de Franco, permanecemos unidos, certos de que ele continuará nos guiando e nos inspirando em nossa trajetória rossonera. Para sempre. Porque Baresi é eterno." g1


















