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Foto: reprodução
Foto: reprodução

Com 94,28% das urnas apuradas no estado, Jerônimo Rodrigues (PT) foi matematicamente reeleito governador da Bahia em primeiro turno neste domingo (4).


O candidato governista obteve 55,19% dos votos válidos, superando ACM Neto (União Brasil), que alcançou 44,32%. A diferença total entre os dois candidatos foi de 848.140 votos.


Ronaldo Mansur (PSOL) somou 0,34% dos votos válidos. Votos brancos totalizaram 2,61% e nulos 5,77%. A abstenção no estado ficou em 19,98%.


"Bastante favorável"


Em entrevista exclusiva à Rádio Metropole ao longo do dia, antes da divulgação dos resultados, Jerônimo disse acompanhar a votação no interior da Bahia e classificou o cenário como "bastante favorável". Ele evitou projetar o próprio desempenho.


"Não vou arriscar nenhum tipo de estimativa de voto, não trabalho assim", afirmou, dizendo que o povo "vota pela gratidão" e que o político precisa devolvê-la.


O governador contou que acompanharia a apuração em Ondina e depois seguiria para o Rio Vermelho. Também disse que ligaria para prefeitos e ex-prefeitos após a votação.


Aposta em Lula


Na mesma entrevista, Jerônimo afirmou esperar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcance 4,5 milhões de votos na Bahia. "Esperamos 4,5 milhões para garantir Lula como presidente da República", disse.


 Na disputa presidencial, Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) irão ao segundo turno, em 25 de outubro. No cenário nacional, Flávio tem 47,35% dos votos válidos, e Lula, 44,78%, com 97,97% das urnas apuradas.


Revanche de 2022


Jerônimo e ACM Neto voltaram a se enfrentar quatro anos depois da eleição de 2022, quando o petista venceu no segundo turno, com 52,79% dos votos válidos contra 47,21%. Desta vez, a definição veio na primeira etapa.


Com a reeleição, Jerônimo permanece no Palácio de Ondina por mais quatro anos, a partir de 2027, novamente com Geraldo Júnior (MDB) como vice.


Aos 61 anos, é agrônomo e professor, nascido em Aiquara, no interior do estado. Em 2022, tornou-se o primeiro governador autodeclarado indígena da Bahia. Metro1


 
 
Foto: Ulisses Dumas / Campanha Jaques Wagner
Foto: Ulisses Dumas / Campanha Jaques Wagner

Os candidatos Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), conquistaram as duas vagas da Bahia no Senado Federal. Com 94,28% das seções eleitorais apuradas no estado, de acordo com o boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) às 21h02 deste domingo (4), os ex-governadores baianos receberam 4.041.989 votos (29,79% dos válidos) e 3.710.694 votos (27,35% dos válidos), respectivamente.


 Ambos assumirão os mandatos em fevereiro de 2027 e permanecerão no Senado até 2035. Em todo o país, 54 das 81 cadeiras da Casa estão sendo renovadas neste pleito. Wagner vai para o segundo mandato na Câmara Alta.

 

Confira a projeção do Senado Federal:


 SOBRE OS CANDIDATOS


Com o resultado, Jaques Wagner chega ao seu segundo mandato na Casa Alta do Congresso, após a primeira eleição em 2018; enquanto Rui Costa, que atuou como ministro da Casa Civil no terceiro mandato do presidente Lula, entre 2022 e 2026, conquista uma vaga no Senado pela primeira vez.


 Vinculados à chapa majoritária de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, os candidatos “puro-sangue” do PT são parte importante do legado de 20 anos da sigla no comando do Palácio de Ondina.


Tudo começou com a eleição de Jaques Wagner, então deputado federal pela Bahia, em 2005, derrotando Paulo Souto (PFL), apoiado pelo então senador Antonio Carlos Magalhães, a maior força política do estado, até então. 

 

Rui Costa atuou como secretário de Relações Institucionais (Serin) do governo até 2010, quando foi eleito deputado federal pela Bahia. Jaques Wagner foi reeleito no mesmo ano. Em 2014, Rui foi escolhido como sucessor político do grupo, sendo eleito e posteriormente reeleito em 2018. 

 

Wagner assumiu cargos nos ministérios de Defesa e Casa Civil no governo de Dilma Rousseff e, após o impeachment da então presidente, foi nomeado gestor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia. 

 

Esse histórico colocou os baianos na lista de prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário nacional. Antecessor de Jerônimo, após eleição, Rui Costa retorna ao cenário político com cargo eletivo e “estabilidade” em Brasília por oito anos. 

 

No caso de Jaques Wagner, ex-líder do governo petista no Senado, a vitória na urna chega após uma campanha eleitoral marcada por momentos de tensão. 

 

Ainda em junho deste ano, o senador foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional.


O vínculo entre o PT da Bahia, em especial Jaques Wagner, com o empresário Augusto Lima se tornou alvo de escrutínio na pré-campanha e durante as mobilizações eleitorais. 

 

Juntos, Jaques e Rui superaram outros oito candidatos ao Senado Federal pela Bahia, incluindo nomes como Angelo Coronel (Republicanos), atual senador e candidato à reeleição, e João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro. BN

 


 
 
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Bloomberg
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Bloomberg

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) são os candidatos que permanecerão na disputa pelo cargo máximo da República no segundo turno das eleições gerais de 2026. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a apuração de 97,24% das urnas.

 

Com 47,43% dos votos válidos, Flávio Bolsonaro liderou o embate pelo cargo, mas não conseguiu superar a marca de 50% dos votos que sacramentaria a vitória no primeiro turno. O adversário do PT não ficou muito atrás, fazendo 44,69% e garantindo seu lugar na segunda rodada de confrontos pela liderança da República.

 

Na oitava eleição presidencial com segundo turno do Brasil, os presidenciáveis terão mais 20 dias para convencer o polarizado eleitorado brasileiro a 'tomar um lado' que definirá os próximos 4 anos do país. O novo pleito está agendado para ocorrer no dia 25 de outubro, último domingo do mês.

 

Velho conhecido do eleitor brasileiro, Lula esteve presente em 8 das 10 eleições para presidente desde a redemocratização. Em sua estreia, Luiz Inácio acabou superado pelo alagoano Fernando Collor de Melo (PRN) já no segundo turno.


O petista ainda foi superado em mais duas outras ocasiões pelo tucano Fernando Henrique Cardoso, ainda no primeiro turno. A maioria nas urnas só foi alcançada em 2002, quando superou José Serra (PSDB), no segundo turno, com 61% dos votos válidos.

 

Desde então, foram 3 mandatos marcados pela criação de políticas públicas, a descoberta do pré-sal, crescimento e reforço de soberania. Lula também esteve à frente do governo durante o escândalo do mensalão, que derrubou o ministro José Dirceu e abalou a cúpula petista. O veterano do PT ainda enfrentou um pleito acirrado em 2022, quando superou o então presidente Jair Bolsonaro (PL) por 50,90% a 49,10%. 

 

Aos 80 anos, Luiz Inácio vai à sua possível 'última dança' em busca do tetra no Palácio do Planalto. Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), velho adversário do petista no pleito de 2006, o veterano busca o presente antecipado na antevéspera do seu aniversário, comemorado em 27 de outubro. 

 

Do outro lado, Flávio carrega o legado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no papel de oposição política à base governista. Irmão mais velho, o senador anunciou a sucessão no dia 5 de dezembro de 2025, desbancando Tarcísio de Freitas (RR), candidato favorito a herdar o espólio político de Jair.

 

 

Sua carreira política teve início em 2002, quando, aos 21 anos, foi eleito o deputado mais jovem daquela legislatura, com 22.860 votos pelo Rio de Janeiro. Flávio exerceu quatro mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj),  até eleger-se senador pelo estado carioca nas eleições de 2018, com mais de 4 milhões de votos. Em Brasília, exerceu a presidência estadual do PSL fluminense antes de se desligar da sigla ao lado do patriarca da família Bolsonaro.

 

No Senado, o filho 01 de Bolsonaro concentrou sua atuação parlamentar na pauta de segurança pública, tornando-se membro titular da comissão temática da área (CSP). Sua agenda legislativa concentrou-se no fortalecimento das forças de segurança, no rigor penal e em pautas estratégicas para seu reduto no Rio de Janeiro.

 

Associado a escândalos desde o mandato de seu pai, o senador chegou a ser investigado em 2018 por suposto desvio de salários de assessores quando ele atuava como deputado na Alerj. No ano seguinte, outra diligência foi aberta para investigar a relação do senador com milícias cariocas.

 

Em 2026, o candidato voltou à mira da PF após materiais divulgados pelo site "The Intercept" associarem Flávio e seu irmão, Eduardo Bolsonaro, à figura do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Em mensagens trocadas no WhatsApp, o candidato teria negociado R$ 134 milhões para a execução do filme "Dark Horse", que narra parte da história de seu pai durante a candidatura de 2018.

 

Estreante na disputa pelo cargo de presidente, Flávio assumiu a frente bolsonarista, superou crises na campanha e empatou com Lula na margem de erro, chegando a pontualmente ultrapassar o petista em setembro. O político do PL busca o título inédito, o capital político para libertar seu pai da prisão domiciliar e um retorno do campo conservador à liderança da República.

 

 
 
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