
Um criminoso apontado como um dos maiores assaltantes de banco do Brasil, identificado como Valnei da Silva Rocha, foi preso nesta sexta-feira (28), em Osasco, São Paulo. A ação foi realizada pela Ficco (BA), Ficco (SP) e Polícia Militar (PM-SP) paulista.
Natural da Bahia, o suspeito integra uma facção criminosa fundada em São Paulo e possui dezenas de passagens por ataques a agências bancárias nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo informações iniciais da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ele estaria em Osasco para receber um carregamento de fuzis. O homem tinha dois mandados de prisão em aberto e foi localizado durante uma operação baseada em informações de inteligência. BN


O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), sinalizou a auxiliares que não vê margem para uma trégua com a Polícia Federal nas tensões que envolvem os inquéritos contra o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.
A situação tem preocupado o presidente da corte, Edson Fachin, que articula um modo de evitar o agravamento da crise. A interlocutores ele disse que é seu dever preservar as instituições e, com discrição, tentar dialogar com todos os envolvidos.
O assunto mobilizou os bastidores do Supremo ao longo desta semana, em um cenário classificado por um magistrado aliado de Mendonça como "um corre-corre para baixar a temperatura".
Mendonça se queixa da demora da PF em apurações sobre as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e vê uma tentativa de impedir que elas avancem sobre aliados e familiares do presidente Lula (PT), candidato à reeleição em 2026.
Já a corporação vê intromissões do relator na sua autonomia para conduzir os trabalhos, ao determinar, por exemplo, que qualquer mudança na equipe de investigadores lhe seja comunicada de antemão.
Integrantes da cúpula da PF afirmam que o pedido de abertura de três frentes de investigação contra Lulinha e uma operação policial contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) -no caso do Banco Master- demonstram que não há uso político das apurações.
Também dizem que Mendonça levou menos tempo para autorizar diligências contra Wagner do que contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o presidente do PP Ciro Nogueira e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.
Fachin se reuniu na semana passada com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em reuniões descritas por um interlocutor como "audiências para aparar arestas".
Nos dias seguintes, contudo, cresceu o receio de que Mendonça pudesse proferir decisões drásticas, aptas a ampliar a erosão interna que já predomina no STF pelo menos desde o início do ano.
Um ministro chegou a alertar Fachin sobre a possibilidade de Mendonça estar sendo influenciado pelos delegados da PF que estão lotados em seu gabinete, e que são críticos da postura de Andrei como diretor-geral.
O relator da Operação Sem Desconto, por outro lado, afirma a pessoas próximas que atua com cautela e independência e que seu objetivo principal é garantir a integridade das investigações, respeitando o devido processo legal.
A mobilização de Fachin continuou nesta semana, quando ele se encontrou novamente com Lima e Silva e com o ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, para tratar do assunto, mas não houve encaminhamentos concretos.
No início de agosto, Messias intermediou uma audiência entre Mendonça e o ministro da Justiça, que se dispôs a atuar como ponte para a recomposição da relação. Na ocasião, o magistrado do STF se mostrou disposto a isso, mas agora tem dito não ver mais espaço.
O entorno de Messias avalia que, devido ao perfil conciliador e republicano de Fachin, o presidente do Supremo pode ser um bom intermediador na busca de uma solução para esses conflitos.
O filho do presidente Lula (PT) é suspeito de cometer tráfico de influência no âmbito do governo. A defesa dele afirma que setores bolsonaristas da PF apresentaram um "quebra-cabeças de ilações" para tentar prejudicar a campanha do seu pai à reeleição.
Os atritos entre Mendonça e o diretor-geral da PF vêm desde o início das apurações da Operação Sem Desconto. Mendonça reclamou, por exemplo, de mudanças feitas na equipe e na estrutura da investigação sem o seu conhecimento prévio.
Uma troca na coordenação dos inquéritos, que levou a uma mudança dos delegados responsáveis, desagradaram o ministro, assim como a saída de um perito e supostos atrasos na juntada de materiais resultantes de ordens de quebra de sigilo.
O magistrado decidiu determinar que todos os atos da investigação sejam imediatamente anexados pela PF ao processo que tramita em seu gabinete, o que incomodou a cúpula da PF.
Os 27 superintendentes lançaram uma nota em apoio ao diretor-geral, afirmando ser "indispensável a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia necessária à gestão eficiente de seus recursos e prioridades".
Andrei também pediu que a AGU entre em cena para impedir as medidas ordenadas por Mendonça, por entender que elas representam uma intromissão do magistrado e uma violação à autonomia e à independência da corporação.
Messias, no entanto, resiste a apresentar um recurso formal em nome da PF contra a decisão de Mendonça. O advogado-geral avalia, segundo um auxiliar, que a saída para o atrito não passa por um ato jurídico, mas por uma construção política.
Nesta sexta-feira (28), o diretor-geral da PF disse que "a atuação técnica, imparcial e livre de qualquer viés político é o que nos permite defender a instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha". Ele não citou Mendonça.
Em entrevista à TV Globo na quinta (27), Lula disse que as investigações sobre tráfico de influência são "ilações tiradas de telefonemas", mas que Lulinha precisa se defender. Afirmou, ainda, que não haverá interferências do seu governo para blindar o filho. BN


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve analisar na próxima terça-feira (1º) uma ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra a divulgação de um vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial. O conteúdo foi apresentado durante a convenção que oficializou Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência da República.
Na ação, o PT sustenta que, apesar de o vídeo informar que se tratava de uma simulação, o material teria violado as regras eleitorais e configurado propaganda antecipada. O julgamento também deve discutir como a Justiça Eleitoral irá classificar conteúdos produzidos por inteligência artificial durante o período eleitoral.
Uma das possibilidades em análise é enquadrar o material como deepfake caso o conteúdo tenha potencial para fazer o eleitor acreditar que a situação apresentada realmente aconteceu. Se esse entendimento prevalecer, a proibição poderá ser aplicada independentemente de o conteúdo beneficiar ou prejudicar determinado candidato.
Foto: reprodução
A campanha de Flávio Bolsonaro contesta a acusação de irregularidade. A defesa afirma que o vídeo apresentava avisos e legendas deixando claro que não se tratava de uma gravação verdadeira nem de uma transmissão ao vivo de Jair Bolsonaro. Os advogados também argumentam que o material não deveria ser considerado deepfake.
A regulamentação aprovada pelo TSE para as eleições deste ano estabelece restrições ao uso de tecnologias capazes de criar, substituir ou modificar imagem ou voz de pessoas com o objetivo de favorecer ou prejudicar candidaturas. O julgamento deverá contribuir para definir de maneira mais precisa os limites da utilização da inteligência artificial na propaganda eleitoral.
Recentemente, o vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, determinou a retirada de um vídeo que relacionava Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Caso o novo conteúdo seja considerado irregular pelo tribunal, os responsáveis poderão ser penalizados com multa. Voz da Bahia



















