
A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, com o objetivo de desarticular um complexo esquema fraudulento voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, no âmbito da gestão de instituição financeira Digimais, do grupo do bispo Edir Macedo.
Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão judicial também autorizou o afastamento do sigilo bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 670.348.945,70.
Durante as investigações, a Polícia Federal teve acesso a relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil que apontaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira.
As apurações indicam que o esquema envolveria a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis, com o objetivo de ocultar a real situação econômico-financeira da instituição e aparentar solvência perante os órgãos de controle.
A prática teria permitido ainda a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas no montante de centenas de milhões de reais.
Também são investigadas operações financeiras supostamente ilegais realizadas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. BN


A histórica Brasília Amarela associada aos Mamonas Assassinas continua preservada em Irecê, no Centro Norte baiano e mantém viva a memória de Alecsander Alves da Silva, o Dinho, natural da cidade e vocalista da banda que marcou época nos anos 1990.
Segundo o Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, após a passagem da banda cover que celebra o legado do grupo pelo município durante os festejos juninos, a cidade voltou a ser palco de homenagens ao artista nascido em Irecê.
O grupo, formado por atores que participaram do filme sobre a trajetória da banda, visitou a Praça Alexsander Alves, inaugurada em 2019 em homenagem ao cantor, além de realizar apresentação durante o São João do Centenário.
Natural do bairro Boa Vista, em Irecê, Dinho se mudou ainda na infância para São Paulo com a família. De acordo com o pai do cantor, Hidelbrando Alves, Dinho mantinha uma relação próxima com a cidade natal e costumava retornar ao município durante períodos de férias.
Entre os símbolos que preservam a memória do artista está a Brasília Amarela, eternizada na música “Pelados em Santos”, um dos maiores sucessos dos Mamonas Assassinas. O carro se tornou um dos principais ícones da cultura pop brasileira após aparecer em videoclipes, programas de televisão e, mais recentemente, na produção cinematográfica que retratou a história da banda.
Atualmente, o veículo permanece sob os cuidados de Hidelbrando Alves. Segundo informações da família, a documentação do automóvel continua registrada em nome de Alecsander Alves da Silva, característica que reforça seu valor histórico e afetivo.
A Brasília participa regularmente de eventos culturais e desfiles no município. Neste ano, o carro esteve entre os destaques do tradicional desfile de carroças que marcou a abertura dos festejos juninos de Irecê. Sempre que é exibido em público, o veículo atrai a atenção de moradores, visitantes e admiradores da trajetória dos Mamonas Assassinas.
Para os fãs, o veículo representa um dos principais símbolos da irreverência e do estilo que levaram a banda ao sucesso nacional. Em menos de dois anos de carreira em escala nacional, os Mamonas Assassinas alcançaram milhões de discos vendidos, realizaram apresentações lotadas e se consolidaram como um fenômeno cultural antes da interrupção da carreira em decorrência do acidente aéreo ocorrido em março de 1996.
Três décadas depois, a memória de Dinho segue presente em Irecê por meio de homenagens como a praça que leva seu nome, dos relatos da família, das apresentações do projeto “Mamonas Assassinas O Legado” e da preservação da histórica Brasília Amarela.
O registro do veículo foi realizado na tarde de segunda-feira (22), na Rua Goiás, em frente à residência de Terezinha Alves Leite, de 94 anos, irmã de Cleonice Maria Leite, mãe de Hidelbrando Alves e avó de Dinho.


A Justiça do Rio de Janeiro aceitou denúncia do Ministério Público na última semana e tornou réu Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC). Fernandes é suspeito de comandar um esquema de "rachadinha" na Câmara Municipal do Rio. Outras seis pessoas, ex-assessores, também se tornaram réus. Carlos não integra o rol dos acusados.
Os sete respondem pelos crimes de organização criminosa e peculato. Segundo o MP-RJ, o grupo participava de esquema de devolução ilegal de parte dos salários de servidores ao responsável pela nomeação aos cargos, Jorge Luiz, em suposta fraude que movimentou cerca de R$ 1,9 milhão entre 2005 e 2021. As informações são da GloboNews.
A decisão judicial destacou que "a investigação apurou a existência de um esquema de rachadinha no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro" e que "a justa causa para o recebimento da denúncia restou amplamente comprovada".
Os acusados têm prazo de dez dias para apresentarem defesa por escrito. A próxima etapa é o agendamento de depoimentos de testemunhas pelo juiz do caso, que tramita na 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.
A denúncia do MP foi apresentada em setembro de 2024. Na ocasião, o MP arquivou as apurações contra Carlos Bolsonaro, por entender que não havia elementos suficientes para acusá-lo criminalmente. Carlos, que exerceu mandato na Câmara Municipal do Rio por sete legislaturas consecutivas, deixou o cargo de vereador no fim de 2025.
De acordo com a GloboNews, o caso foi reaberto pelo Ministério Público no início do ano passado, após o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga discordar dos argumentos apresentados para o arquivamento e enviar os autos para análise da Procuradoria-Geral de Justiça. A investigação ainda está em andamento.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro transferiu o domicílio eleitoral e é pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Ele teve a pré-candidatura lançada em evento com a presença do irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas sua presença enfrenta resistência dentro do próprio PL no Estado.
Como mostrou o Estadão, a chegada do ex-vereador do Rio no cenário catarinense irritou lideranças locais como a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL), e quase desmantelou a chapa montada no Estado: o senador Esperidião Amin (PP) deveria concorrer com apoio dos bolsonaristas, e acabou rifado da aliança com a imposição da família Bolsonaro. O partido fixou Carlos e a deputada federal Carol de Toni para concorrerem às duas vagas abertas ao Senado.


















